Venezuelanos Em Portugal: “Em Meu País Já Não Se Vive, Se Sobrevive”

São as 10h15 da manhã, Sharon Falcón espera calmamente a ver de perto o telefone no Terminal quatro do aeroporto de Adolfo Suárez-Madrid Barajas e a que chega um colega seu de Caracas com um presente muito especial: uma prancha de surf. É sua primeira visita desde a sua chegada a Portugal há apenas duas semanas e a sua amargura, em seus 23 anos, é imediatamente busca de boas ondas. Não foi há dois meses.

Sharon deixou Venezuela depois de ir pelo Peru visto que estava sendo perseguido na Polícia Boliviana. Seu crime: pertencer a um grupo de protesto estudantil. “Fizeram-Me uma imagem quando entregava escudos muitos colegas que iam para os protestos e a partir daí começou a perseguição como se fosse uma terrorista”, expressa Falcón durante o tempo que olha com vontade pra porta de chegadas. Sharon chegou ao movimento quase por acaso, “estudando o último ano de Arquitetura, no momento em que a maioria dos meus professores e colegas se foram e não consegui prosseguir”, comentou. Hoje busca uma vaga reservada pra estrangeiros numa instituição espanhola, tem muito avançada prontamente a solicitação de vaga para um centro do País Basco.

É uma das faces de uma imigração que se multiplicou exponencialmente nos últimos anos em Portugal. Até 2014, o Brasil não estava entre os principais países com maior presença no nosso estado, hoje, é o sétimo, à frente de outros estados, como o Peru ou a China.

  • Spurs 104-102 Clippers: 34+onze do eterno Duncan
  • 2 Festejos de Paysandú cidade
  • Sócio proporcional da Sociedade Artístico-Arqueológica de Excursões de Cádiz (1893)
  • Sopa de chaya

É o caso de Carlos Yumar. “Meus avós eram canários e devido a eles pude comprar os papéis”, explica em discussão com O Mundo. Desde a chegada à Presidência, Nicolás Maduro, em 2013, não só cresceu o fluidez migratório, porém também o de refugiados.

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) estima que mais de dois milhares de pessoas saíram da Venezuela nos últimos três anos. A quinze de agosto de 2018, os pedidos de asilo, no nosso estado, já superavam as de todo 2017. Foram 32.688, 12.785 de venezuelanos, de frente para as 31.120 das quais 10.350 pertenciam a cidadãos deste nação latino-americano.

E isso que a partir de 2016, o Brasil neste instante superava a Síria como nação de origem de um maior número de pedidos de asilo em Portugal e, se mantida a tendência seria o terceiro ano consecutivo que lidera os pedidos. Neira Prieto se abraça fortemente a sua colega Grace Pellegrini, depois de ter abandonado o país no mesmo dia em que Maduro colocava em circulação o bolívar soberano.